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S. SILVESTRE 2 - 1 SEIXO

                                                         2    VS    1      

                           F.C. SÃO SILVESTRE                     A.C.R. SEIXO

O Seixo sofreu a sua primeira derrota oficial da presente época, no jogo contra a difícil equipa de S. Silvestre, disputado no passado domingo, dia 17 de Outubro, na aldeia de S. Silvestre, Coimbra.

Depois de três vitórias consecutivas e convincentes, a nossa equipa não foi capaz de manter o mesmo registo nesta deslocação, essencialmente pelas seguintes razões: um adversário com qualidade, uma primeira parte desastrada, um golo mal anulado e um penalti inexistente, com consecutiva expulsão no início do 2º tempo e uma equipa de arbitragem tendenciosa e difícil de qualificar.

A nossa equipa alinhou com o seguinte onze:

André Barreira; João Pedro, Pestana, Jonathan e Artur; Kanga, Maranhão e Tiago; Arthur Pito, David Natário e Luís.

Suplentes:

Baja; Farturas, David Patusco, Zé e Vítor Janicas.

A primeira parte deste jogo é de fácil descrição e fica marcada essencialmente por dois momentos: um golo incorrectamente invalidado à nossa equipa quando o resultado estava ainda a zero e o golo do adversário, resultante de uma grave falha de marcação, já na zona da pequena área.

Mas a verdade, e é necessário referi-lo, é que a vantagem da equipa adversária no 1º tempo se justifica plenamente, em função do péssimo início de partida do Seixo, motivado pela difícil adaptação a um terreno pequeno e muito duro e à táctica utilizada pelo adversário. Ainda assim, e começa cedo a revelar-se o que seria uma péssima actuação de uma equipa de arbitragem errante, mas acima de tudo arrogante, a nossa equipa foi a primeira a marcar, por volta dos 25 minutos e quando o Seixo começava a sacudir a pressão do S. Silvestre, num lance claramente legal, com Arthur Pito a isolar-se perante o G.R. adversário e a tocar a bola contra este no limite já do contacto físico entre os dois. Como resultado o esférico sobra para David N. que o coloca dentro da baliza. Com o árbitro bem colocado e a seguir a jogada, é imagine-se, por indicação do árbitro auxiliar do lado da bancada, sempre o menos acertado e calmo da equipa de arbitragem, como poderão verificar no final da crónica, e claramente a uns 30 metros do lance,  que o golo é invalidado, por pretensa falta sobre o G.R.. Alguns minutos depois, e embora na fase mais equilibrada do jogo, o S. Silvestre chega á merecida vantagem, depois de uma falta desnecessária numa zona lateral do nosso meio campo defensivo. A bola é batida tensa para a entrada da pequena área, e revelando alguma apatia, a linha defensiva do Seixo não acompanhou o movimento de um adversário e permitiu que este cabeceasse à vontade para o fundo da baliza. Este golo voltou a dar confiança ao adversário, e a retirar ao Seixo o élan que tinha conseguido construir no últimos minutos, e o final da 1º parte voltou a ter mais S. Silvestre e menos Seixo. Chegamos assim ao intervalo, com o resultado de 1-0, justo face ao que se passou no primeiro tempo, mas que poderia ironicamente até ter alguma dose de injustiça.

Começa a segunda parte, com o Seixo a efectuar desde logo uma alteração. Vítor Janicas a entrar para o lugar de Luís, que neste campo, teve sempre dificuldades para aplicar as suas melhores características: velocidade e remate pronto e forte. Com o míudo em campo, e pelas suas características, o Seixo prometia vir a ter mais e melhor troca de bola. E a verdade é que desde logo surtiu efeitos no equilíbrio do desafio. Com mais agressividade nas disputas de bola, maior acerto nas marcações e maior mobilidade na frente, a nossa equipa conseguiu desde logo equilibrar o jogo, conseguindo rondar aqui e ali a baliza do adversário e o jogo estava de novo relançado. E é nesta fase, em que ambas as equipas tentavam o golo, que surge a 2ª intervenção infeliz, dquele que seria efectivamente o homem do jogo. Lance individual de um adversário pela direita do seu ataque, que ao entrar na área e frente a frente com o capitão Jonathan, coloca a bola pelo lado e ao tentar passar por este se atira escandalosamente para o chão, sem qualquer contacto. Uma vez mais, e com o jogador de costas para o auxiliar, ou seja, em posição difícil para perceber se há ou não contacto, o sr. árbitro auxiliar (sim, o mesmo da 1ª parte) dá indicação ao Árbitro Principal para marcar grande penalidade. Consequência: segundo golo para a equipa da casa, expulsão rídicula do capitão do Seixo pela falta inexistente e pensava se calhar este senhor e o adversário na altura, jogo decidido como se calhar convinha. Pois bem... Enganaram-se. Se não conheciam a garra e capacidade de luta do Seixo de Mira, ficaram a conhecer, e em 25 minutos finais impressionantes, de superação constante, com apenas 10 jogadores, a nossa equipa não só reduziu para 2-1, como se atreveu a instalar-se no meio campo adversário nos últimos minutos, assustando de tal forma adversários e equipa de arbitragem, com lances sucessivos de perigo que indiciavam que o empate estaria à beira de acontecer, que os senhores do apito, deram por terminado um jogo, com 5 minutos de compensação praticamente não jogados, pelas constante interrupções, e pelos famosos joguinhos de perdas de tempo, em que até o massagista adversário participou com a complacência de todos. E ainda, numa altura, em que a nossa equipa estava toda dentro da área da equipa adversária, com um canto para marcar, depois de o último quase ter dado o empate...

Damos os parabéns à equipa de São Silvestre, têm de facto boa equipa, mas aquilo a que assistimos, coincidência ou não, não viamos já, desde o campeonato de 2007/2008. O futebol distrital mudou, e pedimos a estes senhores e às equipas de arbitragem que não deixem voltar aquela altura em que deslocações a uma terra vizinha, resultavam, invariavelmente, em vitórias da equipa da casa, por factores outros, que não o futebol jogado.

Para concluir, fica o registo de uma intervenção do referido "homem do jogo", já depois do banho tomado, e quando o Seixo se preparava para abandonar as instalações do S. Silvestre. "Estes gajos do Seixo não os posso ouvir. Por mim expulsava-os já a todos..." Teve azar sr. árbitro!!! O nosso treinador encontrava-se no seu balneário a assinar as fichas de jogo... Valeram os pedidos de desculpa dos colegas, mas a verdade é que só comprovou aí aquilo que se passou em campo.

Bem haja...

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