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D\'intempo... até hoje!

Actividade que vai ser apresentada ao Seixo no próximo dia 01 de Agosto, integrando as comemorações em Honra da Padroeira Nª Senhora do Carmo. É a participação activa da Secção de Folclore e Etnografia da nossa Associação.

D’Intempo…

…Até hoje!

Tempos idos! Tempo da nossa infância! Tempos que nos acalentaram, alimentaram, fizeram crescer e ser o que hoje somos!

D’Intempo…

…Até hoje!

Tudo assim começou, pelo menos e com esta forma nos foi transmitido.

Eis o convite que ora vos é feito: Formemos um grupo grande!

Acomodemo-nos, como que aconchegados na pilheira para não perder pitada nem da conversa, nem das imagens que correm, nem do calor e ênfase que é colocado por cada um dos intervenientes durante o seu curto percurso e sejamos capazes de reviver estas recriações! Que a Rua Manuel Figueiras seja local e o correr destas cenas etnográficas veiculo bastante para nos transportar nesta viagem de ida ao passado e regresso imediato ao presente como se de um simples fechar e abrir de olhos se tratasse!

Sei, sabemos que os nossos filhos só darão valor ao esforço dos nossos antepassados se nós próprios lhes dermos a conhecer, de forma clara, as modas d’intempo, a maneira de resolver os problemas, de os ultrapassar!

Porque nos sentimos orgulhosos nas nossas origens, queremos que os nossos filhos saibam isso mesmo!

Muito do que hoje vai aqui acontecer, poderá não ter sido vivenciado já por alguns dos presentes! Mas… são fruto vernáculo das conversas á pilheira, debaixo das latadas e ramos de árvores de fruto, sob a sua frondosa sombra!

Imagens que nos foram transmitidas oralmente por cada um dos livros que explorámos, bisbilhotámos, motivámos, sondámos, inquirimos…a Ti Rosa do Grilo, a Ti Manca, a Ti Toita, a Ti Certa, o Ti Manel Tomé, a Ti Alzira (Calerça!) o Ti Papeira, a Ti Levira, a Ti Albina Mesquita, o ti Leonel, a ti Generosa, a ti Agostinha,

Descrições que nos ficaram na memória e teimam (e ainda bem!) em não desaparecer!

Permiti este desabafo: o prazer que tivemos em cada uma das recolhas é inenarrável, assombroso, indescritível!

Passarão sob os nossos olhares cenas campestres do quotidiano genuíno das gentes do Seixo! Ousaremos ser criticados pelo “oito e o oitenta”! Cada critica que vamos ouvir, será para nós mais um momento de recolha e engrandecimento cultural próprio e para os vindouros!

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